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quarta-feira, 19 de maio de 2021

Quick Breaks: mantendo a atenção das crianças



Por mais divertidas que sejam as aulas do Método Callan, manter a atenção e a disposição dos pequenos por 50 minutos ou mais é sempre um desafio.

Por isso, cada estágio do Callan for Kids inclui várias atividades além do esquema de perguntas e respostas, ditados e leituras do Método. Essas atividades deixam a aula mais dinâmica e revisam sistematicamente o conteúdo que os alunos estão vendo no curso.

Além disso, muitos professores sentem que as crianças precisam de "pausas" adicionais durante as aulas, já que elas tendem a perder a concentração mais rápido do que os adultos. 

Para isso, os professores contam com o Quick Breaks, um catálogo de atividades curtas para serem realizadas durante a aula, além das atividades nos livros do Callan for Kids. Nele, as atividades são descritas com a indicação de nível de inglês e todos os preparativos necessários para a sua realização. As Quick Breaks incluem:

  • What can you do with…? 
  • Musical chairs
  • My turn!
  • One foot in front
  • What’s in Mrs Best’s bag?
  • Zoo!


As Quick Breaks são exatamente isso - pausas rápidas. Elas não fazem parte do currículo do Callan for Kids, ou seja, elas não trabalham diretamente a língua que já foi vista durante o curso. Seu objetivo é permitir que as crianças "respirem" por alguns minutos, e são usadas como opção para quando elas começam a dispersar sua atenção.

Todas as atividades são divertidas e podem ser adaptadas a diferentes assuntos dependendo do que os alunos estão aprendendo naquele momento no curso.

Ainda tem dúvidas de que seu filho ou filha vai adorar aprender inglês com o Callan for Kids? Agende uma aula teste hoje mesmo e comprove!


Traduzido e adaptado de: https://callan.co.uk/2019/01/12/ideas-for-quick-breaks-for-kids/

terça-feira, 11 de maio de 2021

Dan Brown's alter ego



Dan Brown é autor de vários best-sellers, incluindo o Código Da Vinci (sim, o mesmo do filme!) que se tornou um dos romances mais vendidos de todos os tempos, e assunto de inúmeros debates entre leitores e acadêmicos. Seus romances são publicados em 56 línguas ao redor do mundo com mais de 200 milhões de cópias impressas.

É filho de um professor de matemática e uma organista de igreja, e foi educado em um colégio interno onde desenvolveu uma fascinação com os paradoxos entre ciência e religião. Esses temas eventualmente se tornaram o pano de fundo de seus livros. 

O sucesso de Brown pode ser equiparado ao de seu alter ego e personagem mais famoso, Robert Langdon - "o homem que ele gostaria de poder ser", de acordo com suas próprias palavras. Langdon, assim como Dan, nasceu em 22 de junho, em Exeter e frequentou a mesma escola de seu criador.

Robert Langdon é professor de Iconologia Religiosa e Simbologia na Universidade de Harvard; sofre de claustrofobia por ter caído num poço aos 7 anos; nada 50 voltas todos os dias; sempre veste blusas de gola rulê (nos filmes, o personagem de Tom Hanks as substitui por camisas escuras), terno Harris Tweed, calças caqui, mocassins e seu insubstituível relógio do Mickey Mouse, presente de seus pais no seu 10º aniversário. 

Langdon aparece e cinco livros, até o momento:



Anjos e demônios

Sua primeira aventura começa na Suíça, quando a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear o convoca para ajudá-los a desvendar as implicações religiosas do assassinato de Leonardo Vetra, o maior físico do instituto. Sua investigação conta com a ajuda de Vittoria Vetra, filha adotiva da vítima e os leva ao Vaticano em busca de respostas sobre os Illuminati, uma sociedade secreta anti-católica.

Além descobrir o assassino de Vetra, Langdon e Vittoria desvendam os segredos dos Illuminati, o desaparecimento de quatro cardeais durante um conclave (eleição papal) e o roubo de antimatéria (uma substância que pode ser usada para destruição em massa).


O Código Da Vinci

Apesar de ser uma sequência de Anjos e Demônios, foi a primeira obra de Brown a ser  adaptada para o cinema.

Durante sua viagem a Paris, o curador do Louvre solicita uma entrevista com Langdon, porém antes que possam se encontrar, a polícia aparece e seu hotel investigando a morte do curador, e uma possível ligação de Robert com o fato.

Sophie Neveu, criptologista da polícia e neta da vítima, decide fazer suas próprias investigações e se junta a Robert Langdon fugindo da polícia e desvendando os segredos do Priorado de Sião, uma sociedade secreta já comandada por Leonardo da Vinci, e do Santo Graal.


O Símbolo Perdido 

Dessa vez mais perto de casa, Robert Langdon se aventura pelo Capitólio, em Washington, em busca da verdade por trás da Sociedade dos Maçons, que promete mudar a visão das pessoas em relação à ciência e política.

O responsável por revelar esses fatos perturbadores é Zachary Solomon, filho de Peter Solomon, secretário do Instituto Smithsonian, o maior complexo educacional, de pesquisa e museu do mundo. Para impedir Zachary e salvar Peter, que foi sequestrado pelo filho, Langdon conta com a ajuda de Katherine Solomon (irmã mais nova de Peter), Warren Bellamy (arquiteto do Capitólio) e Inoue Sato (diretora da Secretaria de Segurança).


Inferno

Langdon acorda num hospital em Florença sem nenhuma memória de como chegou à Itália. Logo ele descobre que estão tentando matá-lo, sem ter a menor ideia do motivo. 

Ele é resgatado pela Dra. Sienna Brooks, e ambos viajam para Veneza e Istambul, decifrando códigos em obras de Sandro Botticelli, Giorgio Vasari e Dante Alighieri, autor de A Divina Comédia, cujo o primeiro capítulo, Inferno baseia toda a história.


A Origem

Langdon vai até Bilbao, Espanha, em resposta a um convite de seu ex-aluno Edmond Kirsch, que pretende fazer um anúncio que "mudará a cara da ciência para sempre". 

No início do evento, Robert é acompanhado por Winston, secretário pessoal de Kirsch e tudo é perfeitamente orquestrado. Porém, quando Edmond faz sua aparição no evento e é baleado em frente aos convidados, o caos toma conta do lugar. 

Decidido a desvendar a descoberta de Kirsch que o levou à sua morte, Robert Langdon se une à Ambra Vidal, diretora do museu onde o evento acontece, e ambos se veem lutando contra o Palácio Real da Espanha, enquanto decifram pistas escondidas na arquitetura moderna de Barcelona.


Já conhecia Dan Brown e Robert Langdon? Ficou curioso pra ler os livros? Ou pelo menos assistir aos filmes? Conta pra gente o que acha do autor e de seu alter ego, e que outras personalidades você quer conhecer por aqui.

https://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Langdon

https://danbrown.com

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Por que o inglês se tornou a língua de comunicação mundial?


Que falar inglês hoje é uma necessidade nós já sabemos. E também não é novidade que a língua inglesa está presente nas mais diversas áreas das nossas vidas. Mas por que, dentre os mais de seis mil idiomas existentes, o inglês foi escolhido como língua franca?

Primeiro, precisamos entender que o que leva uma língua a se tornar o idioma de comunicação entre diferentes povos não é uma decisão arbitrária ou mero acaso. Línguas são sistemas vivos, e podem morrer: basta que, por qualquer razão, seus falantes parem de usá-la e ensiná-la. Assim, quando o último falante de uma língua morre, ela desaparece. Mas enquanto estão vivas, ou seja, enquanto há pessoas utilizando-as e ensinando-as, elas estão em constante transformação, decorrente do seu próprio uso.

Como já falamos aqui no blog, um idioma é uma ferramenta de comunicação. Ele serve para um propósito, e tem que se adaptar às necessidades de seus falantes. Por isso, temos expressões que usamos diariamente e que nossos pais ou avós não conhecem como: blogueira, postagem, gênero não-binário. São palavras que foram criadas ou adaptadas para refletir ideias que não existiam ou não eram formuladas há alguns anos.

Assim, o idioma “escolhido” como língua franca reflete as necessidades de uso dessa língua, e elas têm quase sempre uma motivação política.

Se perguntarmos a alguém com mais de 50 anos qual foi a segunda língua que ele/ela aprendeu na escola, são grandes as chances de que a resposta seja francês, e não inglês. Pois é, o inglês se consolidou como língua franca há pouco mais de meio século. Antes disso, o francês, disseminado pela costa africana pela colonização e utilizado como língua de comércio entre essas colônias e as nações europeias, e consolidado no século XVIII pela produção político-cultural da Revolução Francesa, era a língua de comunicação do mundo.

No início do século XX, as coisas começaram a mudar. Como a explosão da 1ª Guerra Mundial na Europa, os Estados Unidos se viram em uma posição (geográfica e econômica) privilegiada. Longe das linhas de combate, eles podiam produzir insumos e financiar outras nações sem sofrer grandes danos. Isso elevou os EUA ao posto de potência econômica ao final da guerra, a quem os países destruídos recorriam para financiar sua reconstrução.

Os Estados Unidos tiveram um papel muito mais central na 2ª Guerra, mas com exceção da ameaça nuclear e a defesa da costa do Pacífico, seu território foi mais uma vez poupado. Todo o esforço de guerra norte-americano foi traduzido no envio de tropas e insumos para as zonas de combate e, junto com eles, exportava-se também filmes e músicas, além da propaganda de guerra, produzida no país. 



Mais uma vez, os países da Europa, devastados pela guerra, passaram a consumir produtos norte-americanos, desde insumos básicos até sua produção cultural. Consolidava-se a posição de potência político-econômica mundial do país.

Somam-se à História outros aspectos que tornaram o alcance da língua inglesa global:

  • expansão do Império Britânico entre os séculos XIV e XIX: com sua superioridade naval, o Império Britânico se destacou durante as Grandes Navegações - período em que as nações europeias exploraram e colonizaram diversos territórios na África, América e Ásia -, estabelecendo colônias em todo os continentes do globo. 
  • a cultura de exportação norte-americana: iniciada com a disseminação cultural propiciada pelos soldados norte-americanos durante a guerra, a produção musical e cinematográfica dos EUA passou a ser consumida mundialmente.
  • os avanços tecnológicos na segunda metade do século XX: a corrida espacial, o desenvolvimento nuclear e invenção dos computadores e, posteriormente, da internet sempre tiveram os Estados Unidos como protagonista. Hoje, muitas das coisas que usamos (a internet é uma delas) têm nomes de origem inglesa.
  • a estrutura da língua inglesa: com organização similar a das línguas românticas (português, espanhol, francês, italiano…) faladas no Ocidente, o inglês apresenta um estrutura mais simples quando comparada a elas, o que facilita o seu aprendizado para falantes de qualquer outro idioma.


Todos esses fatores contribuem para que o inglês siga sendo a nossa língua franca por um bom tempo. Ou será que precisaremos aprender mandarim num futuro próximo?

Fontes: